segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Crônica: "O Velho Pescador".

... e lá estava eu, há quase uma hora, sentado em um pedaço de concreto, aguardando pela ônibus, em direção à minha casa, após 11 horas trabalhadas em pé, viajando em alguns pensamentos e imaginando os peixes que fisgaria na pescaria (que não aconteceu) que faria, assim que chegasse em minha residência, de maneira que a visualização da "afundada da bóia" me livravam das dores nas costas, pernas e do próprio sono. Enquanto observava em direção à Serra do Mar, analisando as condições do tempo, reparo naquele senhor, se aproximando calmamente, caminhando suave, fumando seu cigarro, carregando um porta-varas, mochila (provavelmente com alguns suprimentos), guarda-sol e uma sacola com um balde de iscas. O cumprimentei, com um aceno de cabeça, correspondido, me remoendo de vontade de perguntar onde seria o local para qual se dirigia, mas por educação e discrição, me contive. No que chega outro senhor, e eles começam a conversar e
descubro o local (Afluente do Irai, onde já fui) e que as iscas eram bichinho do pão, que a sua espectativa, já que chegaria mais tarde ao pesqueiro, era de capturar pelo menos uns 100 lambaris graúdos (que já presenciei alguns destes fisgados em tal rio). Meu ônibus chegou e, a cada metro que se passava, a figura do "velho pescador" ia ficando pra trás e, silenciosamente, desejei a ele, uma boa sorte e excelente pescaria...

Passando por tal situação, percebi que as coisas simples que nos agradam, são facilmente alcançadas e que, ninguem, senão nós mesmos, impomos obstáculos e impedimentos.

Pra uma boa pescaria, basta vontade, a forma de se chegar ao pesqueiro estará à sua disposição. Dado isso, não vou mais deixar de pescar por falta de local ou meios para chegar, afinal, mais vale uma pescaria em dia de chuva que um dia trabalho com belo sol ou, que só pega peixe quem pesca...

Tags: lambaris, Iraí, bicho do pão.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Pescaria nas cavas de Pinhais/ PR

Há muito tempo planejava uma pescaria nas cavas de Pinhais/ PR e, ontem, 12/02/13, fui acompanhado de minha esposa, filha e sogra. Posso dizer que fui mais com o intuito de passear mesmo, aproveitei mesmo para testar algumas técnicas e, mesmo não obtendo muitos peixes, os resultados foram satisfatórios, ou seja, funcionam!
A primeira modalidade a ser testada, foi o fly caipira, sendo um spinner lambari a isca escolhida e uma bóia de arremesso "protótipo" de confecção própria, consegui bons arremessos, mas, o local, apesar de propício aos lambaris, não proporcionou resultados, devido ao vento, muito forte, fazendo muitas marolas na água, de maneira que, as chances de capturas em pescarias futuras são muito grandes.
Técnica "Tilápia na minhoca": já postei aqui, uma técnica para pescar as grandes nilóticas com sistema chumbo, bóia e anzol, usando a minhoca brava como isca, sendo iscadas três de cada vez. Usei um conjunto leve, e lancei a isca a uma distancia de mais ou menos 2 metros da margem, a uma profundidade de 1,3 metros, onde presumi a presença de grandes tilápias, não demorou muito e, a bóia afundou e, na hora de dar a fisgada, fui muito afoito e perdi, voltando apenas o anzol com um resto das minhocas, conclui que o sistema é eficaz e que há grandes tilápias nestas cavas.
Sistema "Chumbo- Bóia- Anzol": depois de algumas idéias trocadas com alguns pescadores da região, com relação ao sucesso na pesca de traíras, resolvi usar este sistema, com o chumbo correndo solto na linha, antes da bóia, agindo como âncora, um lambarizinho servindo como isca, numa profundidade de cerca de 40 cm, já que observei a ação das traíras na superfície. Rapidamente, pude obervar as investidas na isca, através dos movimentos da bóia e, de repente afundou, ferrei, senti que pesou mas, escapou, recolhi a isca e percebi que não havia ocorrido estragos e lancei novamente, aguardei uns instantes e as ações de ataque continuaram, afundou uma vez e pensei "vou deixar levar agora", mas aí as investidas diminuiram, mas novamente, apesar do "insucesso", o resultado do teste foi satisfatório e promissor.
Massa: testei uma massa crua, feita com trigo, polentina e acúcar: misturei 2 colheres (de sopa) de trigo, 1 colher (de sopa) de polentina e uma pitada de açúcar, acrescentando água, amassei até obter uma massa homogenea e que não grudasse nas mãos. Usando pequenas bolinhas, apresentou atrativa e eficiente para lambaris, mas com a desvantagem de ser facilmente retirada do anzol, sendo necessário iscar várias vezes.
A pescaria em si, não foi muito produtiva, capiturei alguns lambaris de tamanho médio, incluindo um "rabo- vermelho", destaque pra um "lambari-relógio" graúdo que fisguei. Como esperado, o local estava muito movimentado, destacando o fato de várias famílias pescando e aproveitando pra confraternizar ou passar horas agradáveis. Minha nenê, era só alegria quando eu mostrava um lambari pra ela, acho que ela vai ser uma pescadora e tanto. Conversando com outros pescadores, pude constatar que, a escolha certa do pesqueiro é muito importante, escolhendo os mais retirados, prezando a segurança, lógico, o sucesso na captura de lambaris, acarás e traíras é quase certo.
O ponto negativo, são alguns frequentadores preocupados apenas em beber, deixar lixo e alguns moradores da região que, sem respeito a quem está pescando e, às suas próprias vidas, se atiram na água.
Devido a uma tempestade que caiu, me vi obrigado a recolher tudo e partir pra casa, pois como estava com minha família, prezei pelo bem estar delas.
Uma nova pescaria no local está nos meus planos, mas devidamente organizada e iniciada bem cedo.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Frutas como isca

Pra se dar bem numa pescaria, não basta ter equpamentos apropriados, iscas selecionadas, ceva e poque não, sorte. Muitas vezes, o sucesso pode se dar pela simples observação do ambiente. Por exemplo, uma árvore próxima a água, carregada com frutas, pode abrigar os troféi e, a melhor isca poderá ser uma dessas frutinhas, por mais que pra nós, elas não sejam apropriadas ou de gosto agradável. Há na represa Capivari- Cachoeira, algumas árvores com tais frutas, com destaque às frutinhas chamadas "baguinha": pequenas e vermelhinhas, podendo ser iscadas e anzóis pequenos e trabalhadas com o fly-caipira, sendo a espécie alvo a tilápia.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Reviravolta da natureza: lambaris e bagres na pescaria!

Não há nada mais perfeito que a natureza. Essa afirmação, cada um pode fazer por si só. No meu caso, foi algo muito interessante e importante, já que ocorreu de forma a afetar meu hobby: a pesca!!! Há cerca de 3 semanas atrás, uma forte chuva, que causou inundação no meu bairro, literalmente varreu o riozinho que, costumeiramente pesco, acabando com os poços e remansos, sobrando pedras e uma lamina de água. Como dizem, do veneno se faz o antídoto, no fim de semana, outra forte chuva, no domingo (03/02/13) de manhã, fui até o riozinho e a surpresa foi boa, o pesqueiro se recuperou e aproveitei a viagem, capturando bons lambaris e um pequeno jundiá. Vara de fibra de 2,3 m; linha 0,20 mm moofilamento (marca Piranha), anzol Keiryu nº 3, chumbo ervilha 2 g e bóia de isopor compatível e a infalível minhoca como isca. As ações foram razoáveis, mas em quase todas, a fisgada era certa, apenas com os bagres não tive muito sucesso. Agora,
com a proximidade do carnaval, quero deixar de lado a baderna e me refugiar pra pescar...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Improvisando uma Bóias de Arremesso

Improvisando.
Pronto pra me iniciar no "Fly Caipira", já estou comprando os materiais necessários para a empreitada. Como a bóia de arremesso que comprei não era bem o modelo que queria, resolvi improvisar: com uma pena de madeira, um chumbo ervilha de 5 gramas, alicate e epoxi.
O primeiro passo, amassar o chumbo com o alicate, onde ele ficará como uma tira. Segundo passo, com muita atenção, fixar o chumbo na pena, na parte mais "gorda", bem na borda, próximo de onde se fixa a linha, "enrolando" mesmo o chumbo, dando mais fixação com alicate. Por final, cobrindo o chumbo com o epoxi, dando acabamento, pra tomar o formato da pena e, após seco, uma tinta na cor da pena, vai do critério. O importante: o chumbo e a pena tem que ser proporcionais, pois o desiquilibrio, pode não render arremessos conforme desejado ou o trabalho da isca ficará comprometido se a bóia afundar.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Dica: fixador de linha para varas telescópicas!

Uma dica, de um ítem muito útil, para varas telescópicas: nas pescarias, é muito comum o deslocamento a fim de achar um pesqueiro ideal. Algumas vezes, principalmente onde há árvores, se locomover com as varas esticadas se torna uma atividade complicada, sendo necessário, recolher os "gomos" e enrolar a linha, que muitas vezes, acaba se soltando. Alguns pescadores, dão um jeito, com um arame ou pedaço pequeno de ferro, anexando no cabo da vara, de forma que fiquem duas pequenas hastes, onde a função destes é, servir de guia para passar a linha, dando voltas até poder prender o anzol. Comprei alguns suportes de plástico, na loja Pantanall (no Hauer, Curitiba). Vai ser muito útil para curtos períodos de tempo entre uma pescaria e outra, evitando montagens das varas para ganhar tempo.

Pronto pra me lançar no "Fly Caipira"!!!

O primeiro passo para me aventurar no "fly caipira", foi dado: hoje, adquiri bóias de arremesso (pena que não escontrei da Deconto), um spinner lambari e duas porvinhas (uma preta e uma vermelha). Farei os chicotes, como manda o figurino: Linha principal 0,35 mm no molinete micro, bóia de arremesso Nº2, leader monofilamento 0,40 mm de 1,20 m de comprimento e, alternando na ponta do leader, uma porvinha ou o spinner lambari. O local para os devidos testes, ainda estou definindo: entre as cavas em pinhais ou um lago de uma chacara (particular). Breve, relatarei os resultados e impressões, que por enquanto, são as mais otimistas.